Mercado imobiliário · Alphaville e Barueri
"Ano eleitoral eu não compro nada, é tudo muito arriscado." Já ouvimos essa frase inúmeras vezes ao longo dos anos, e entendemos a origem dela — mudança de governo dá insegurança. Mas antes de adiar uma decisão importante por causa do calendário eleitoral, vale olhar o que os dados dos últimos vinte anos realmente mostram sobre o mercado imobiliário no Brasil e, principalmente, na região onde atuamos: Alphaville, Tamboré e Barueri.
Nas últimas duas décadas, o Brasil teve governos de orientações políticas bem diferentes entre si, um processo de impeachment, prisões de figuras públicas de alto escalão e trocas de rumo econômico abruptas. Fora do país, o período incluiu a crise financeira global de 2008, uma pandemia que parou o mundo em 2020 e conflitos internacionais que ainda hoje afetam cadeias de suprimento e mercados financeiros.
Em nenhum desses ciclos eleitorais — 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 ou 2022 — o mercado imobiliário brasileiro sofreu um colapso equivalente ao que se viu em bolsa de valores ou câmbio em momentos de tensão política aguda. Isso não é coincidência: tem uma explicação estrutural.
Diferente de ativos financeiros de curtíssimo prazo, o imóvel responde a três fatores muito mais estáveis que o humor do noticiário político: crédito disponível, renda da população e demanda real por moradia. Os pilares do financiamento imobiliário no Brasil — FGTS, SBPE, poupança — são políticas de Estado, não de um governo específico, e atravessam trocas de gestão sem descontinuidade.
Os números dos dois últimos anos eleitorais reforçam isso: em 2018, as vendas de imóveis cresceram em relação ao ano anterior. Em 2022, o crédito imobiliário registrou o segundo maior volume da história do país. Nenhum dos dois anos "travou" o mercado — mesmo em meio a disputas eleitorais bastante acirradas.
Uma ressalva importante, para sermos justos com os dados: isso não quer dizer que o mercado imobiliário seja imune a qualquer crise. Em 2015 e 2016, por exemplo, os preços de imóveis recuaram em termos reais no Brasil — mas a causa apontada pelos próprios indicadores do setor foi a recessão econômica daquele período (desemprego em alta, crédito mais restrito), que coincidiu com a instabilidade política, e não a eleição ou a disputa política isoladamente. É uma diferença que importa: o que afeta o mercado é o crédito ficar mais caro ou mais escasso — não quem está disputando o cargo.
2026 é ano eleitoral — e, ainda assim, o crédito no país está ficando mais barato, não mais caro. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu um ciclo de quatro cortes consecutivos na taxa Selic, iniciado em março, levando a taxa básica de juros a 14,00% ao ano na reunião de agosto. É o tipo de sinal que, historicamente, favorece o financiamento imobiliário — o oposto do cenário que costuma assustar quem está pensando em comprar.
Se o cenário nacional já desmente o mito, a nossa região tem um fator a mais a favor: segundo o Índice FipeZap, Barueri registrou valorização de 9,14% em 2023 e segue com alta acumulada de 6,77% nos últimos 12 meses (dado de julho de 2026), com o metro quadrado na casa dos R$ 12.138. Reportagens do jornal Folha de Alphaville também apontam a região com valorização consistentemente acima da média nacional nos últimos anos.
Isso tem uma explicação parecida com a que já falamos aqui sobre imóveis de alto padrão: bairros consolidados como Alphaville e Tamboré têm pouco terreno disponível para novos lançamentos. Essa escassez de oferta tende a proteger a região de oscilações bruscas de preço, seja qual for o pano de fundo político do ano.
Importante: histórico de valorização é uma referência de mercado, não uma garantia de retorno futuro. Cada decisão de compra depende do imóvel, do momento e do perfil de quem compra — por isso recomendamos sempre uma avaliação individual antes de decidir.
No fim, adiar a compra "porque é ano eleitoral" costuma custar mais caro do que o risco que essa frase tenta evitar — principalmente numa região como a nossa, onde a escassez de terreno já funciona como uma proteção estrutural própria.
Empreendimentos como o Bit Barueri e o On The Park estão bem no centro dessa região protegida — vale conhecer as opções antes de esperar mais um ciclo.
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